Bripar Uma revolução em pavimentação

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O Método - Bripar

CONHECENDO A HISTÓRIA E A LINGUAGEM TÉCNICA DO “BRIPAR”

Escrito pelo autor Milson Dantas

Pavimento, na teoria “BRIPAR”, é o revestimento artificial do chão natural para trânsito de pedestres, muares, muares puxando veículos de roda, até os formidáveis trucados, equipados com pneumáticos, com 40, 50 toneladas, com capacidade de carga eixo de 10 toneladas; conforto ao trânsito: e duração mínima de 15 anos.

Pavimento “BRIPAR” (BRI: BRITA+PAR: PARALELEPÍPEDO) deve ser entendido como a laje monolítica rígida aos esforços tangenciais e semi-flexíveis aos esforços verticais, provenientes da associação da brita graduada com o paralelepípedo, compactado mecanicamente, com rolo compactador, destacando-se que na teoria “BRIPAR”, um revestimento para ser considerado um verdadeiro pavimento, tem que satisfazer as seguintes condições:

  • Conforto permanente ao tráfego, sem conservação até 15 anos;
  • Capacidade de carga eixo, isto é, não se deformar na sua forma geométrica, ao tráfego de 10 toneladas eixo por veículos equipados com pneumáticos;
  • Duração, que pode ser estimada em, no mínimo, 15 anos, sem perda de conforto e sem conservação, em virtude de trânsito de veículos de capacidade de carga de 10 toneladas, com pneumáticos.

Para satisfazer ás exigências acima, a natureza nos fornece com abundância um elemento inigualável, qual seja, o minério granítico, conhecido como “PEDRA”, que já era utilizada em Roma, na famosa VIA ÁPIA, ligando Brindes a Roma e construída antes de Cristo pelo Engenheiro Cláudio Ápio, com bloco de pedra tosco. Era um pavimento, hoje é simplesmente uma notícia ou um revestimento histórico. Os blocos adquiriram a forma paralelepipédica e atravessaram os séculos usados como pavimento, até que surgiram os veículos com pneumáticos e carga eixo acima de 5 toneladas, e hoje com 10 toneladas eixo. Os revestimentos paralelepipédicos perderam a condição de pavimento pela perda de conforto e suporte (10 toneladas-eixo), e em conseqüência da pequena duração em conforto, sem conservação.

Já em 1789 surgiu o Engenheiro Escocês Mac-Adms que, nos Estados Unidos, executou o primeiro pavimento usando à pedra já em forma de brita misturada com argila, em leitos de estradas compactadas, que passou a tomar o nome de “macadame hidráulico” (homenagem a esse inventor), que é a mistura racional da pedra brita natural ou artificial, ligante e finos.

Em 1942, eu, estudante do ginasial, fui contratado como office boy do primeiro laboratório de análises físicas de material de solo instalado no Brasil, no Município de Parnamirim, Estado do Rio Grande do Norte. Para análise dos materiais eu ia compor as bases e pavimentos das pistas e da estrada, ligando Natal a Parnamirim, pavimentadas com “macadame asfáltico”, conforme pronunciava e escrevia o químico americano Mister Red, chefe daquele menino aprendiz de análise de solo e office boy, que orgulhosamente terminou um guerreiro no exército brasileiro (1942/1945).

No tocante ao “BRIPAR”, pode-se dizer que surgiu quando este engenheiro, formado pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1953, constatou a inviabilidade dos revestimentos e paralelepípedos tradicionais continuarem com o nome de pavimento, vez que não apresentavam mais condições de conforto, duração sem conservação e permanência da forma geométrica inicial da superfície, isto é, em outras palavras, sem “catabio”, em razão das carroças substituídas por caminhões. Estabelecendo um paralelo entre os materiais que compõem os “macadames”, paralelepípedo tradicional e a tecnologia “bripar”, temos:

  • Macadame hidráulico: materiais=brita, material argiloso, finos;
  • Macadame asfáltico: materiais= brita, ligantes asfálticos, finos;
  • Macadame de cimento Portland: materiais=brita, cimento, finos;
  • Paralelepípedo tradicioanal: materiais=paralelepípedo, cimento, finos;
  • Técnica “BRIPAR”: BRITA+PARALELEPÍPEDO: materiais=paralelepípedo, brita;

PAVIMENTOS DA TECNOLOGIA "BRIPAR"

  • BRIPÁS: materiais=paralelepípedo, bruta graduada, asfalto, base de até 30 cms. de altura, com solo pulverulento incoesivo (SPI), sem pré-compactação;
  • BRIPAC: materiais=paralelepípedo, brita selecionada, cimento, finos, base de até 10 cms. de altura, com solo pulverulento incoesivo (SPI), sem pré-compactação;
  • BRIPAE: materiais=paralelepípedo apicoado ou de cantaria, brita selecionada, epox-resina, base de até 5 cms. de altura com solo pulverulento incoesico (SPI), sem pré-compactação.

Os materiais que compõem a TÉCNICA “BRIPAR” , em 1958, inventado e escrito, somente foi executado o pavimento “BRIPÁS” em 1974. Neste mesmo ano foi requerido e reconhecido o DIREITO AUTORAL e requerida a PATENTE de invenção, concedida pelo INPI, em 1980.

A execução compreendeu a ligação da estrada BR 406 a Extremox, com 70.000 m². E em seguida a estrada Muriú, com 250.000 m², ainda em perfeito estado de trânsito e conservação, até 1990, conforme certidão do DER/RN, recuperada em uma área de apenas 1.504 m². Isto significa dizer que, em 14 anos, foram recuperados apenas 6 décimos por cento da área pavimentada BRIPÁS.

Tem o “BRIPAR”, hoje, executado só no Rio Grande do Norte mais de 10.000.000 m²s. e mais de uns 6.000.000 m²s. , em outros estados, com sucesso. Tais como Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, entre outros. E este, quer queira, quer não, é o terceiro pavimento do mundo. Inventado, criado e executado ao longo de 35 anos. Resta-nos homenagear a um dos maiores Engenheiros do Brasil, Professor Dr. Juarez Paschoal de Azevedo, cujo parecer técnico honra nosso trabalho, ao Advogado, Professor Dr. Francisco das Chagas Rocha e aos Ilustres Juízes da Justiça Federal pelas judiciosas decisões que têm proferido no sentido de tornar realidade, entre nós, aquilo que no mundo inteiro, é visto de forma quase sagrada: DIREITO AUTORAL.

Mesmo sem acurar vê-se que este trabalho foi escrito em fases diferentes de sua composição e mantida a literatura propositadamente original, sem correção, pelo autor.

Não podia o autor deixar de homenagear, no ensejo desse trabalho, suado, endormido, apelidado de inventor da roda, o ínclito, culto e corajoso juiz, constitucionalista, professor, doutor, advogado, magistrado aposentado, meu irmão Francisco Ivo Dantas Cavalcante (Ivo Dantas) que a partir de 1980 assumiu a defesa jurídica do “BRIPAR”, obtendo, ganho de causa na 1ª Instância da Justiça Federal, a unanimidade na 2ª Instância do Tribunal Federal da 5ª Região e a pacificação da matéria no Superior Tribunal de Justiça. Agradeço também ao Conselho Regional de engenharia, CREA, 18ª Região, a correção em favor da lei, mesmo do lado aparentemente mais fraco.

Reitero estas homenagens à maioria do corpo técnico da UFRN, no professor Engenheiro José Bartolomeu.